R4 News - 24/05/2021

Veja como se comportou o mercado na semana anterior e a agenda econômica para esta semana.


Edson Archela

Edson Archela

24 de maio, 2021

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Por mais uma semana a palavra que dominou os mercados no mundo inteiro foi inflação. Com isso, o setor tecnológico, considerado de maior risco, sofre grande destaque e apresenta as maiores quedas. O QQQ, ETF que tenta replicar o desempenho do índice Nasdaq 100 Index, composto pelas 100 maiores empresas internacionais e domésticas dos estados unidos, excluindo as financeiras, chegou a cair 3,19% nesta semana, mas se recuperou nos últimos dias fechando no terreno positivo, 0,19% acima da semana anterior.

Assim como no Brasil a temporada de resultados nos EUA surpreendeu positivamente em relação aos resultados apresentados com um crescimento médio de 46% ano a ano no primeiro trimestre de 2021 para as empresas que compõem o S&P500. O VIX, índice que representa a aversão ao risco dos investidores americanos apresentou elevada volatilidade durante a semana, chegando a registrar alta de 37,51% durante a semana e fechando em alta de 7,12%.

Este cenário de inflação repentina que é notado em países mundo afora está intimamente ligado aos estímulos econômicos oferecidos pelos governos no combate à pandemia. A medida que a retomada do comercio tende à normalidade são notados dois fatores importantes. O primeiro ocorreu no início do ano e ainda existe em alguns setores da economia causado pela falta de matéria-prima, fruto da paralisação de importantes indústrias durante o auge da pandemia. Como exemplo no Brasil temos o setor de embalagens de polietileno que enfrentou grave escassez no início do ano devido à falta de estoque do produto. Em segundo lugar, com a redução do pânico e o retorno aos costumes pré pandemia, todo o dinheiro que havia sido estocado, mais o dinheiro injetado na economia através de estímulos começa a circular com mais fluidez gerando um excesso de liquidez e, consequentemente, inflação de preços.

O FED divulgou sua ata durante a semana informando que estão acompanhando de perto os dados de inflação, mas acalmou o mercado quando disse que acredita que o pico de inflação notado recentemente é passageiro e não deve impactar a meta que já possuía de elevar os juros apenas em 2023.

Com isso o DXY, cesta das principais moedas do mundo contra o dólar, caiu por mais uma semana chegando próximo às mínimas do ano. Caso o dólar continue o movimento de desvalorização o Real pode continuar o movimento de queda observado no início de abriu.

Outro fator importante que pode impactar na paridade dólar/real são os preços das commodities, que subiram forte desde o início do ano. Porém, nas últimas semanas temos várias de nossas commodities apresentando sinais de indefinição como o boi gordo, milho e petróleo.

Também é importante ficar de olho nas próximas comunicações do FED, uma vez que mudanças nas taxas de juros nos EUA tendem a impactar negativamente países emergentes como o Brasil, que já iniciou seu ciclo de alta de juros.

Agenda Econômica

segunda-feria (24)

  • Boletim FOCUS
  • Discurso de Brainard, membro do FOMC (possíveis mudanças nas políticas de auxílio econômico)

terça-feira (25)

  • IPCA-15
  • Índice de conviança do consumidor (EUA)
  • Vendas de Casas Novas (EUA)

quarta-feira (26)

  • Estoque de Petróleo Bruto (EUA)

quinta-feira (27)

  • Taxa de Desemprego
  • PIB (Trimestral EUA)

sexta-feira (28)

  • IGP-M (Mesal)

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